Uma voz distante chamava o meu nome... Acabado de acordar, com vislumbres de um sonho distante e vago na sua mente, o personagem — que podia ser qualquer um — é confrontado com uma dúvida aterradora que se abriga, impunemente, no seu espírito: E se o que acabara de sonhar era a sua própria morte? João Matias, neste romance intenso, numa escrita intimista entre a prosa e a poesia, num registo quase biográfico de um moribundo, com recortes de delírios ou nuances do absurdo da condição humana perante a incongruência da morte, revela como somos constantemente confrontados e transportados para um quotidiano — que é o nosso próprio quotidiano — cada vez mais alienado e conformado com a sentença premonitória. Em "Diário de uma sombra", na busca de redenção inacessível, com a morte como fiel amiga e companheira, uma questão prevalece desde o início até ao fim da trama: será que, com o vislumbre da (nossa) própria morte, alcançamos a revelação do sentido da (nossa) vida?

João Matias nasceu em 1994. Desde então, tem vindo a dialogar com o abismo — em silêncio, sem pressa e sem medo de cair. Aprendeu que escrever é uma forma de resistir à dissolução. Por isso escreve — não para se mostrar, mas para não desaparecer. Vive entre livros, ideias, sombras e memórias que regressam quando menos espera. Raramente sabe onde acaba o autor e começa o narrador — e talvez isso não importe. Se o procurarem, é possível que o encontrem num lugar onde o tédio se cruza com a metafísica, ou onde um diário foi deixado aberto sobre uma mesa vazia. Esta é a sua primeira obra de ficção.

Diário de uma sombra

Diário de uma sombra
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Uma voz distante chamava o meu nome... Acabado de acordar, com vislumbres de um sonho distante e vago na sua mente, o personagem — que podia ser qualquer um — é confrontado com uma dúvida aterradora que se abriga, impunemente, no seu espírito: E se o que acabara de sonhar era a sua própria morte? João Matias, neste romance intenso, numa escrita intimista entre a prosa e a poesia, num registo quase biográfico de um moribundo, com recortes de delírios ou nuances do absurdo da condição humana perante a incongruência da morte, revela como somos constantemente confrontados e transportados para um quotidiano — que é o nosso próprio quotidiano — cada vez mais alienado e conformado com a sentença premonitória. Em "Diário de uma sombra", na busca de redenção inacessível, com a morte como fiel amiga e companheira, uma questão prevalece desde o início até ao fim da trama: será que, com o vislumbre da (nossa) própria morte, alcançamos a revelação do sentido da (nossa) vida?

João Matias nasceu em 1994. Desde então, tem vindo a dialogar com o abismo — em silêncio, sem pressa e sem medo de cair. Aprendeu que escrever é uma forma de resistir à dissolução. Por isso escreve — não para se mostrar, mas para não desaparecer. Vive entre livros, ideias, sombras e memórias que regressam quando menos espera. Raramente sabe onde acaba o autor e começa o narrador — e talvez isso não importe. Se o procurarem, é possível que o encontrem num lugar onde o tédio se cruza com a metafísica, ou onde um diário foi deixado aberto sobre uma mesa vazia. Esta é a sua primeira obra de ficção.